No dia 10/02, estivemos em mais uma manifestação pública contra o aumento abusivo do passe de ônibus nas ruas de Uberlândia. O movimento, que se iniciou em contrariedade ao abusivo aumento do passe de ônibus de R$2,40 PARA R$2,60, continua em luta pela redução da tarifa e pelo acesso ao transporte público na cidade.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
TODO APOIO À RESISTÊNCIA DAS FAMÍLIAS EM PINHEIRINHO!
A área de mais de 1 milhão de metros quadrados que constitui hoje a comunidade de Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo, foi ocupada há 8 anos e é legalmente propriedade da massa falida de uma empresa do especulador Naji Nahas.
Na última quarta-feira, dia 11, os moradores receberam uma ordem de despejo, que, mesmo tendo sido suspensa pela justiça federal, foi posta em vigor hoje. Cerca de 2000 policiais militares da Rota e da Tropa de Choque, utilizando blindados, helicópteros, cavalaria e munidos de armamentos letais, balas de borracha e gás lacrimogêneo e de pimenta cercaram a área pela manhã. As notícias são de que já ocorreram no mínimo sete mortes e o banho de sangue prossegue.
O Déficit habitacional em São José dos Campos mostra-se em torno de mil moradias e no Brasil são cerca de 5,5 milhões. A desocupação de Pinheirinho é o retrato da democracia liberal e do Estado democrático de direito em vigor. 1600 famílias estão sendo massacradas por lutar por direitos básicos já previstos no art. 6º da Constituição Federal, em detrimento dos interesses econômicos de um único homem que utiliza a imensa área para especulação imobiliária.
Durante a ação de reintegração de posse foram efetuadas ainda as prisões arbitrárias de Ivan Valente (PSOL), Eduardo Suplicy (PT) e de Zé Maria (PSTU).
Pinheirinho não aparece com ênfase nas manchetes da Globo, da Folha, da Veja e nem aparecerá. Coadunada com os grandes especuladores imobiliários e financeiros, a grande mídia não parece demonstrar grande preocupação com os problemas sociais de nosso país.
Os lutadores de Pinheirinho são exemplos de resistência ao real modo como a justiça, a democracia e os direitos sociais se apresentam para o conjunto da maior parcela dos cidadãos e cidadãs, trabalhadores e trabalhadoras.
Acreditamos que os direitos sociais são constituídos historicamente, sobretudo, como resultados das lutas sociais. Assim, por entendermos que a luta de Pinheiros é exemplar no processo histórico de lutas para a conquista da moradia digna para todos os homens e mulheres, do Brasil e do mundo, e para além disso de condições de vida justas e de igualdade, nós, da gestão “O Tempo não Pára!” do Centro Acadêmico de História da UFU manifestamos nosso repudio à ação policial violenta e desumana e expressamos total solidariedade à resistência destas famílias na ocupação de Pinheirinho.
22 de janeiro de 2012
Centro Acadêmico de História UFU - Gestão "O Tempo não Pára!"
NOTA DA FEMEH REFERENTE À INVASÃO DA PM AO PINHEIRINHO
“Quando morar é um privilégio, ocupar é um direito!”
Na manhã de hoje, domingo, 22 de janeiro de 2012, os moradores da comunidade do Pinheirinho, próxima a São José dos Campos, foram acordados pela invasão da Polícia Militar. Com cerca de 2000 policiais, dezenas de carros, dois helicópteros, os policiais iniciaram uma brutal reintegração de posse do terreno, ocupado em 2004 e que nos últimos dias esteve em disputa entre os moradores e a empresa antes proprietária, a falida Selecta.
Nós, estudantes de História reunidos no Conselho Nacional de Entidades de História (CONEHI), repudiamos esta ação da PM. Queremos manifestar nosso total apoio aos moradores da ocupação, que sofreram com a perda de 8 pessoas assassinadas e muitas mais que foram feridas pela força militar durante a ação ilegal de reintegração de posse que culminou ainda na prisão arbitrária de Ivan Valente (PSOL), Eduardo Suplicy (PT) e Zé Maria (PSTU). Saudamos e apoiamos também a resistência da comunidade.
Atualmente, juntamente com diversos movimentos sociais, organizações, entidades, nós da FEMEH levantamos a bandeira pelo direito à memória recente do nosso país através da abertura dos arquivos da ditadura civil-militar e da punição dos responsáveis pelos crimes de tortura e assassinato ocorridos em tal período. Isto se dá por entendermos que o esquecimento e a não punição permitem que continuem acontecendo violações dos direitos humanos no Brasil, como despejos, execuções sumárias, práticas de torturas etc. Estas violações são uma realidade corriqueira, são a regra e não a exceção do “Estado democrático de direito”.
O que vimos hoje no bairro Pinheirinho evidencia que tal luta não consiste numa forma de “revanchismo” da esquerda, como certos setores da direita insistem em colocar. Também é falacioso o argumento de que o Brasil hoje vive um momento de “conciliação”, ideia absurda numa sociedade de classes. A abertura dos arquivos da ditadura e a punição dos responsáveis pelos crimes cometidos no período, em nossa concepção, será um primeiro passo para a superação dos abusos e desrespeitos aos direitos humanos no nosso país, numa caminhada que só terminará na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, que supere os limites impostos pelo capitalismo à classe trabalhadora e, no limite, a toda humanidade.
Abominamos o brutal massacre das/os moradoras/es do Pinheirinho! Todo apoio ao Pinheirinho e a todas as lutas realizadas pela classe trabalhadora!
São Paulo, 22 de janeiro de 2012
Federação do Movimento Estudantil de História
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